Na Mídia | Postado no dia: 15 julho, 2026

Empresários de Corupá debatem os impactos da nova NR-1 em evento promovido pela Hasse Advocacia e Consultoria

A Hasse Advocacia e Consultoria, instituição com quase 30 anos de trajetória sólida no cenário jurídico nacional a partir de sua sede em Jaraguá do Sul, reafirmou seu compromisso com a função social do Direito e a advocacia preventiva ao realizar um evento de grande impacto na região norte de Santa Catarina. Na noite de 26 de maio de 2026, o escritório promoveu uma palestra exclusiva na sede da Associação Empresarial de Corupá – ACIAC, reunindo mais de 40 lideranças locais, em sua maioria empresários, gestores e parceiros estratégicos da comunidade.

Representando a banca jurídica, os advogados Carlos Leonardo Costa Alvarenga e Ivania Casagrande Sampaio conduziram os debates institucionais ao lado do parceiro Flademir Gasparetto, parapsicólogo e psicoterapeuta integrativo especialista na gestão de pessoas e comportamento corporativo. A união das duas ciências — a jurídica e a humanizada — teve como propósito central desmistificar as recentes atualizações da Norma Regulamentadora nº 1 (NR-1) e instrumentalizar as empresas locais com soluções que equilibram o rigor técnico e o cuidado humano.

Durante a instrução jurídica, os palestrantes abordaram o impacto econômico e social que acompanha o descumprimento das adequações exigidas pela NR-1. Foi destacado que a sigla do Gerenciamento de Riscos Ocupacionais (GRO) não pode ser vista como mera burocracia documental, mas sim como uma verdadeira fortaleza jurídica para o empregador. Esta proteção legal se viabiliza na prática por meio do Programa de Gerenciamento de Riscos (PGR), da Análise de Acidentes de Trabalho (AAT) e do Plano de Atendimento de Emergências (PAE). Esclareceu-se, inclusive, que os critérios de flexibilização ou dispensa de documentos para microempresas e empresas de pequeno porte (MEI, ME e EPP) exigem critérios objetivos de declaração de risco zero, cuja ausência de provas técnicas pode vir a configurar nexo de negligência em futuras fiscalizações ou demandas judiciais.

O grande diferencial do encontro foi o aprofundamento nos fatores de risco psicossociais relacionados ao trabalho, cuja obrigatoriedade de inclusão no GRO foi chancelada pelas diretrizes normativas vigentes. Dados expressivos foram compartilhados para demonstrar a seriedade do tema: estatísticas oficiais da Previdência Social revelam que, somente em balanços recentes, foram concedidos mais de 540 mil benefícios por incapacidade temporária decorrentes de transtornos mentais e comportamentais, consolidando quadros como a síndrome de Burnout e os transtornos de ansiedade entre as maiores causas de afastamento do trabalho no país.

Sob a perspectiva comportamental e de desenvolvimento humano, Flademir Gasparetto debateu a necessidade de alinhar a cultura organizacional às diferentes gerações que hoje dividem o mesmo espaço de trabalho, desde os Baby Boomers até a Geração Z. Compreender as diferentes demandas e as pressões diárias que geram sobrecarga mental e conflitos hierárquicos é o primeiro passo para implantar medidas iniciais de controle eficientes, como rodas de conversa, pesquisas de clima e treinamentos de liderança.

Ao final, os advogados pontuaram o cenário litigioso atual e o monitoramento estratégico que o escritório realiza sobre ações estruturais de grande relevância nacional, como a Ação Civil Pública movida pela Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (FIESP) contra a União, que contesta a extensão dos riscos psicossociais no âmbito regulamentar do Ministério do Trabalho.

Para a Hasse Advocacia e Consultoria, aproximar-se da sociedade de Corupá cumpre o papel de demonstrar que a verdadeira blindagem empresarial e a redução da responsabilidade civil ou criminal do empregador não residem na omissão de documentos, mas sim na construção ativa de ambientes seguros e de provas pré-constituídas de boa-fé. A transformação desse momento normativo em oportunidade estratégica é o caminho para gerar resultados efetivos, segurança jurídica e sustentabilidade para o empresariado regional.

Por fim, a ministração da palestra também representa a concretização do compromisso assumido pelo Escritório com a Justiça do Trabalho por meio do Programa Trabalho Seguro, reforçando a importância da prevenção e da conscientização como instrumentos essenciais para a redução dos acidentes de trabalho e para o fortalecimento de uma verdadeira cultura de segurança.